terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Leila Diniz

Leila Roque Diniz (Niterói25 de março de 1945 — Nova DélhiÍndia14 de junho de 1972) foi uma atriz brasileira.
Formou-se em magistério e foi ser professora do jardim de infância no subúrbio carioca. Aos dezessete anos, conheceu seu primeiro marido, o cineasta Domingos de Oliveira e casou-se com ele. O relacionamento durou apenas três anos. Foi nesse momento que surgiu a oportunidade de trabalhar como atriz. Primeiro estreou no teatro e logo depois passou a trabalhar na TV Globo, atuando em telenovelas. Mais tarde, casou-se com o cineasta moçambicano Ruy Guerra, com quem teve uma filha, Janaína. Participou, ao todo, de quatorze filmes, doze telenovelas e várias peças teatrais.
Leila Diniz quebrou tabus de uma época em que a repressão dominava o Brasil, escandalizou ao exibir a sua gravidez de biquini na praia, e chocou o país inteiro ao proferir a frase: Transo de manhã, de tarde e de noite. Considerada uma mulher à frente de seu tempo, ousada e que detestava convenções. Foi invejada e criticada pela sociedade conservadora das décadas de 1960 e 1970 e pelas feministas pois consideravam que ela estava a serviço dos homens.
Leila falava de sua vida pessoal sem nenhum tipo de vergonha ou constrangimento. Concedeu diversas entrevistas marcantes à imprensa, mas a que causou um grande furor no país foi a entrevista que deu ao jornal O Pasquim em 1969. Nessa entrevista, ela, a cada trecho, falava palavrões que eram substituídos por asteriscos, e ainda disse: Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para cama com outra. Já aconteceu comigo.
O exemplar mais vendido do jornal foi justamente esse no qual foi publicada a entrevista da atriz fluminense. E foi também depois dessa publicação que foi instaurada a censura prévia à imprensa, mais conhecida como Decreto Leila Diniz. Perseguida pela polícia política, Leila se esconde no sítio do colega de trabalho Flávio Cavalcanti, tornando-se em seguida jurada do programa do apresentador, no momento em que é acusada de ter ajudado militantes de esquerda. Alegando razões morais, a TV Globo do Rio de Janeiro não renova o contrato de atriz. De acordo com a emissora, não haveria papel de prostituta nas próximas telenovelas.
Meses depois, Leila reabilita o teatro de revista, e começa uma curta e bem sucedida carreira de vedete. Estrelando a peça tropicalista Tem banana na banda, improvisando a partir dos textos escritos por Millôr FernandesLuiz Carlos MacielJosé Wilker e Oduvaldo Viana Filho. Recebe de Virgínia Lane o título de Rainha das Vedetes. No carnaval de 1971, é eleita Rainha da Banda de Ipanema por Albino Pinheiro e seus companheiros.
Morreu num acidente aéreo, voo JAL471, da Japan Airlines, no dia 14 de junho de 1972, aos 27 anos, no auge da fama, quando voltava de uma viagem à Austrália.
Após o falecimento de Leila, sua filha Janaina foi criada pelo pai, o cineasta Ruy Guerra com a ajuda da babá, das tias maternas.
Um cunhado advogado se dirigiu a Nova Délhi, na Índia, local do desastre, para tratar dos restos mortais da atriz. Acabou encontrando um diário que continha diversas anotações e uma última frase, que provavelmente estava se referindo ao acidente: Está acontecendo alguma coisa muito es....
Leila Diniz, A Mulher de Ipanema, defensora do amor livre e do prazer sexual, é sempre lembrada como símbolo da revolução feminina, que rompeu conceitos e tabus por meio de suas ideias e atitudes.
Por sua carreira, sua história e seu legado, entrou para a lista 10 Grandes Mulheres que Marcaram a História do Rio.


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

É assim que vão ser os encontros no futuro

Não é surpresa que as relações interpessoais estão mudando cada vez mais. A ascensão da internet como meio principal de comunicação tem entrado em jogo em todo o processo, desde a procura de possíveis parceiros até a hora de romper a relação. O amor também se tornou muito mais importante nas últimas décadas, sendo o fator principal para que duas pessoas resolvam juntar os trapos — bem diferente de meados do século XX, em que o casamento era visto por uma perspectiva muito mais ligada a fatores financeiros do que afetivos. Só que a nossa realidade atual, cheia de apps para encontrar os dates e os crushes, também está evoluindo para um mundo com ainda mais interação digital e termos em inglês. Conheça agora 6 maneiras de como serão os encontros no futuro, de acordo com cientistas!




domingo, 17 de dezembro de 2017

RELACIONAMENTOS COM CARAS MAIS VELHOS E O QUE HÁ DE ERRADO COM ELES



RELACIONAMENTOS COM CARAS MAIS VELHOS E O QUE HÁ DE ERRADO COM ELES

[*Em resposta aos comentários que recebemos na página da Capitolina, sentimos o dever de esclarecer alguns pontos acerca dessa matéria:

O presente texto tem o objetivo de problematizar as relações de garotas com homens mais velhos. De forma alguma, pretende-se dizer que as relações heterossexuais são erradas/perigosas, tampouco 
ir contra os relacionamentos de casais cujos parceiros tem diferença de idade, muito menos de afirmar que isso não acontece em relacionamentos homossexuais. A intenção é trazer à tona os aspectos problemáticos de um relacionamento hetero de garotas com homens mais velhos, especificamente, pois foi a visão trabalhada no texto. Pelo fato de se escolher uma visão, não significa, necessariamente, que desconsideramos as demais. Foi tão somente um viés. Procurou-se, inclusive, deixar claro no texto que se em condições mais próximas, a mulher já tem uma chance alta de entrar num relacionamento abusivo – justamente porque o homem exerce poder sobre a mulher no modelo patriarcal de relacionamento -, quando há fatores que as distancia ainda mais do homem, essa tendência ao abuso pode aumentar. Não quer dizer que vai, mas que pode.

Além disso, vale ressaltar que em qualquer ponto do texto onde é tratado sobre a questão das relações de poder no relacionamento hetero, está somente abordando como a sociedade, em geral, vê os papéis da mulher e do homem num relacionamento baseado no modelo patriarcal.]


Já falamos aqui na Capitolina de como relacionamentos afetivos podem ser abusivos, como relações livres podem ser problemáticas, e como relações entre professores e alunas podem ser invasivas. E, de modo geral, todas essas situações têm um denominador comum, que é a hierarquia de poder que se estabelece entre os gêneros em um mundo patriarcal. Hoje falaremos de um exemplo em que muitos desses aspectos estão presentes: relacionamentos com caras mais velhos.

Heterossexualidade compulsória e abusiva

Um relacionamento, por si só, tem seus problemas. Pessoas são inseguras, podem ser carentes, podem estar passando por uma fase difícil, enfim… Diversos aspectos que fazem um relacionamento ser algo delicado. Só que em uma relação heterossexual as coisas se tornam ainda mais complexas, porque há uma cultura que 1) torna esse modelo o “normal” na sociedade, fazendo da heterossexualidade uma orientação compulsória e 2) a heterossexualidade é baseada em uma relação de hierarquia entre os gêneros, onde o homem exerce poder sobre a mulher. Essa hierarquia é naturalizada, como se uma mulher só estivesse plenamente feliz na companhia de um homem. Desse modelo é que resultam inúmeras relações abusivas, onde parceiros agridem verbal, moral e fisicamente suas parceiras, fazendo uso da cultura patriarcal para obter privilégios mesmo em uma relação afetiva. Exemplifico: é muito comum um parceiro ser extremamente ciumento com a namorada e, ao mesmo tempo, ser bastante infiel; ou seja, ele exerce total domínio sobre a vida da garota, ao mesmo tempo que se exime da responsabilidade afetiva com ela. E tudo isso é visto como natural…


A diferença de idade e a falácia do “você não é como as outras”

Se em uma relação heterossexual a mulher já está vulnerável a vivenciar um relacionamento abusivo, sendo uma situação complicada mesmo quando o parceiro é da mesma faixa etária, imaginem como a relação de poder se intensifica quando há o componente da diferença de idade. Aprendemos que somos fracas, dependentes e paranóicas frente a um cara com quem estamos envolvidas. Esse discurso se torna aproximadamente um milhão de vezes mais poderoso quando é encaixado na narrativa perfeita da garota (ingênua) que se apaixona pelo homem (maduro). Ela nunca vai se sentir segura, e ele, obviamente, vai se aproveitar disso para as mais variadas formas de controle e abuso.

Só que, ao mesmo tempo, esse cara vai se utilizar de uma outra retórica bastante difundida e que contém um apelo enorme no imaginário das garotas, aquela velha falácia do “você é diferente das garotas da sua idade, você é mais madura”. Primeiro que não, não somos diferentes entre nós e um homem se aproveitar da inimizade promovida entre mulheres é um sinal evidente de apropriação desse discurso para reforçar uma diferença que, no final das contas, é maléfica para nós mesmas e benéfica para ele. Segundo que esse cara quer, irresponsável e deliberadamente, impor uma visão própria da garota sobre ela mesma: apesar de ser mais nova, mais inexperiente, e obviamente menos madura, sobretudo sexualmente, ele quer fazê-la acreditar que ela está preparada e, mais, está sendo privilegiada, para bancar uma relação afetivo-sexual com ele.

Consenso forjado e a cultura do estupro
Uma garota que está em uma relação com um parceiro mais velho é vista, de maneira geral, pelas amigas e pela família, como uma “sortuda”, afinal, ele já tem uma carreira estável, bens materiais, é inteligente e maduro, diferente desses moleques da idade dela. Aqui se expressa outros grandes perigos desse tipo de relação: a dominação material e a coação.

Que garota seria boba o suficiente pra rejeitar um cara desses? Que tem carro, pode pagar o jantar, que enche ela e a família de presentes… E já que essa garota ainda é jovem e está na escola, no máximo na faculdade, ainda não está páreo financeira nem intelectualmente ao seu parceiro. Assim, nada mais óbvio do que ela retribuir com o consenso a essa relação e, no limite, com sexo.

Essa é uma das situações mais violentas dos relacionamentos com caras mais velhos: a coação sexual de uma garota. Já que o parceiro é mais experiente, já teve outras parceiras, é mais velho, a garota se sente na obrigação (e essa obrigação lhe é imposta por todos os lados) de ser ativa sexualmente. Mas ninguém sequer se preocupa com o fato de que essa opção geralmente é tomada sob a pressão que a garota sofre, o que faz o consenso, aparentemente compartilhado pelas partes, ser forjado de maneira invasiva.

- Gabriella Beira


(FONTEhttp://www.revistacapitolina.com.br/relacionamentos-com-caras-mais-velhos-e-o-que-ha-de-errado-com-eles/)



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Vereador sueco propõe pausas para sexo durante o horário de trabalho

Segundo ele, faria bem para os relacionamentos e a saúde dos funcionários 
Per-Erik Muskos, vereador deÖvertorneå, na Suécia, fez uma sugestão curiosa em reunião da Câmara Municipal: oferecer pausas (pagas) de uma hora durante o horário de trabalho para que os funcionários possam ter relações sexuais com seus parceiros. 

O político reforçou que casais não costumam passar tempo o suficiente juntos e que existem diversos estudos que mostram como o sexo pode fazer bem à saúde. 

A proposta não é tão absurda assim no contexto da Suécia: o país de fato valoriza a qualidade de vida. Os suecos fazem entre duas e três pausas durante o dia para tomar café, comer um docinho e relaxar por alguns minutos; costumam trabalhar várias horas a menos por ano em relação a países como Inglaterra, Estados Unidos e Rússia; e o país oferece 480 dias de licença maternidade (período que pode ser dividido entre os dois pais da criança). 

O melhor de tudo é que os benefícios não demonstram ter impactos negativos na economia: estima-se que a Suécia crescerá 2,4% neste ano — 0,8% a mais que o estimado para os outros países da União Europeia.


Fontes: 
Revista Galileu
Quartz


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